Como Plantar Orquídeas

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Como jóias raras lapidadas pela natureza, as orquídeas foram por muitos anos privilégio dos mais abastados. A negociação por exemplares podia alcançar grandes somas. Colecionadores mais antigos contam que, décadas atrás, havia quem desse um carro em troca de alguma matriz exclusiva.

Talvez pelo fato de ocupar lugar de destaque no estilo de vida inglês – povo que tem a jardinagem e o cultivo em estufas entre seus hobbies prediletos -, foi na Inglaterra que o interesse por essa planta tropical ganhou impulso. Do Reino Unido, o cultivo de orquídeas se disseminou pelo mundo.

Por aqui, lugar com temperatura adequada para o desenvolvimento da flor, quem tinha condições contratava profissionais com bom faro para descobrir novas e belas espécies.

Em anos mais recentes, as orquídeas se popularizaram. Pesquisas sobre o manejo de espécies e sobre hibridação baratearam e ampliaram as possibilidades de plantio, abrindo também espaço para atender a uma procura crescente pelos exemplares.

Com o desenvolvimento de híbridos e de técnicas de propagação por sementes a partir dos anos 80, as orquídeas começaram a freqüentar floriculturas e lojas especializadas com preços mais acessíveis. Hoje, são cerca de 35 mil espécies catalogadas, além de aproximadamente 65 mil variedades resultantes de diferentes cruzamentos.

Depois de aprendermos como plantar rosas, vamos ver agora como plantar orquídeas.

Como Plantar Orquídeas: Informações Gerais

  • Clima: adapta-se a qualquer tipo;
  • Área mínima: pode ser plantada em um vaso;
  • Florescimento: uma vez por ano ou mais no caso das híbridas;
  • Custo: no varejo, as mudas custam a partir de 8 reais.
Fazenda de Orquídeas

Imagem: FreeDigitalPhotos.net

Como Plantar Orquídeas

Início

As mudas podem ser compradas em centrais de abastecimento, floriculturas, exposições e orquidários comerciais. Produtores, em geral, atendem mais os atacadistas.

Materiais

A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos, cuja profundidade deve ser, pelo menos, dois dedos maior que o bulbo. Vasos muito grandes não são recomendados, pois retêm umidade demais, o que causa apodrecimento das raízes. Uma tesoura de poda também é necessária para o corte de raízes mortas, identificadas por serem escuras e ocas. Use um maçarico para esterilizar a tesoura, a fim de evitar a transmissão de doenças. Com uma pinça, pode ser feita a retirada do substrato antigo. Se a variedade for de haste longa, ela vai precisar de estacas de sustentação – arame, plástico ou bambu – e de amarrilho para a fixação da planta.

Ambiente

Assegure um local com boa luminosidade para o florescimento, mas sem exagero. Pouca luz deixa as folhas com cor verde-garrafa, enquanto iluminação em excesso as torna amareladas. O ambiente deve ser úmido, pois o seco desidrata a planta. Por isso, em dias de muito calor, use um borrifador para espalhar água pelo local ou molhe o chão. Os melhores horários para fazer isso são pela manhã e no fim da tarde.

Adubação

Pode ser usada tanto a química quanto a orgânica. Se a escolha for pelos adubos sólidos, à base de farinha de osso e torta de mamona, aplique-os diretamente nos vasos, numa média mensal de uma colher de chá. Cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes, para não queimá-las.

Plantio

No fundo de um vaso coloque uma camada de pedra e cacos de telha ou de vaso, para permitir uma rápida drenagem. Complete o recipiente com substrato e comprima-o suavemente, de modo a firmar a planta. Mantenha os vasos separados por dez centímetros para garantir um bom arejamento. O plantio pode ser em bancadas dentro de estufa aberta ou fechada. Uma opção é amarrar a planta no tronco de árvores.

Replantio

A cada dois anos, deve-se fazer um novo plantio antes que o substrato apodreça. A planta emite raízes novas, que são as pontinhas verdes que surgem na extremidade das raízes já existentes. Deixe que cada haste fique com, no mínimo, três bulbos. Uma dica de controle é colocar nas plantas etiquetas com dados, como data da compra, local onde foi adquirida e último replante.

Substrato

É o material utilizado para acomodar as orquídeas no vaso. Sob a ameaça de extinção, o xaxim tem seu uso proibido, mas existem outras boas opções no mercado: musgo seco, chip ou fibra de coco, mistura de casca de pinus com carvão e pedrisco são algumas delas.

Produção

O florescimento ocorre, em geral, uma vez por ano e em épocas que variam de acordo com o cultivo. Entre os híbridos, no entanto, novas brotações podem acontecer mais vezes.

Fonte: Revista Globo Rural

Imagem: FreeDigitalPhotos.net

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